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Obesidade, O Mal do Século

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Chega a ser um contra-senso nos dias de hoje, em que vivemos numa sociedade "dita" moderna, quando o homem há muito tempo já pisou na lua, sendo o progresso da ciência e a Medicina indiscutíveis a obesidade avançar em proporções alarmantes. Cerca de um terço dos americanos são considerados obesos, partindo de padrões básicos de percentual de gordura para determinar a obesidade.

A obesidade é um dos principais males do século 21. Mesmo com a medicina e ciência avançando a passos largos, o problema da obesidade aumenta alarmantemente. O grande motor da obesidade é o conjunto de facilidades que o progresso trouxe, assim como a estrutura social atual. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que dos mais de 2kg de gordura por ano acrescidos no peso corporal, 1 é culpa dos controles remotos. A partir de um certo ponto na evolução, apertar um botão passou a resolver quase tudo: televisão, videocassete, som, acender uma luz, acionar um vidro elétrico no carro, escada rolante e muito mais. Juntamente com o trabalho em escritório cada vez mais estressante, o sedentarismo e ansiedade tomaram conta do homem moderno.

E essa "lei do menor esforço" é parceira da gordura, colesterol, das doenças cardiovasculares, da hipertensão arterial, do diabetes, do câncer entre outros males. Portanto, o excesso de peso não deve ser encarado como um fator apenas estético. Segundo mais pesquisas relacionadas aos problemas da obesidade, um terço das mortes por câncer de mama e endométrio estão relacionadas ao excesso de gordura, mais de 30% de percentual. Dois terços ficam por conta das cardiopatias inerentes à obesidade.

Existe uma crença de que o excesso de comida seja o principal fator da obesidade, mas não é bem assim. Se fosse apenas essa a causa, bastaria uma redução e ou um controle alimentar qualquer e as pessoas emagreceriam. Sem dúvida outros fatores pode ser acrescentados à essa equação: genéticos, ambientais, sociais e provavelmente raciais. Entretanto, vale ressaltar que os distúrbios hormonais, segundo dados da O. M. S. (Organização Mundial de Saúde) raramente são apontados como a causa principal. O que pode ocorrer é o inverso, ou seja, a obesidade gerar uma série de distúrbios hormonais.

Ultimamente estudos apontam um novo culpado, a mutação do gene OB. Constatou-se que esse gene tem ação direta numa proteína, descoberta em 1994, produzida no tecido adiposo e transportada pela circulação sangüínea para o cérebro chamada de Leptina (Do Grego Leptos significando magro). Sua função é controlar a saciedade de acordo com a quantidade calórica dos alimentos ingeridos para manter o nível de gordura corporal. É como se fosse, por assim dizer, uma válvula instalada no hipotálamo regulando a ânsia de comer. A leptina quando injetada em camundongos mostrou ser capaz de reduzir o peso corporal e o tecido adiposo. Especula-se que pessoas que não engordam mesmo ingerindo grande quantidade de alimento têm uma boa produção de leptina. As pessoas excessivamente gordas teriam o gene OB. defeituoso a tal ponto de nunca se sentirem saciados e comerem compulsivamente.

Se levarmos tais estudos em consideração, a teoria de se comer vagarosamente, mastigando bem os alimentos, procurando saboreá-los com o máximo prazer, ganha fundamento. Ou seja, comendo devagar daria tempo para o organismo desenvolver o mecanismo reflexo da saciedade, estimulando a leptina e assim ingerindo menos quantidade de comida, ou pelo menos o necessário.

O único fato comprovado é que o peso corporal não é o vilão das doenças cardiovasculares e sim o percentual de gordura. Pessoas corpulentas e pesadas, mas com o percentual de gordura normal não são suscetíveis a cardiopatias. Ao contrário, pessoas de menor estatura porém gordas correm um risco bem mais alto.

O que sabemos de concreto, enquanto a medicina não encontra soluções definitivas, é que comer demais ou ingerir alimentos nocivos à saúde não ajudam, evidentemente. Por isso o ideal é ter uma alimentação saudável e balanceada e praticar exercícios físicos regularmente,  pois assim o risco de problemas relacionados ao peso têm menos chance de aparecer.

Publicado por: Rick em 09/04/2009.

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